Escola da Estação

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Centro Escolar da Estação - Vem comigo nesta viagem fascinante...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Sábado Fantástico





   No passado dia 12 de Maio o Gonçalo, acompanhado pelo Clube da Guitarra da Paróquia de São Mamede,  presenteou-nos com a leitura de uma bela história: “A árvore que queria conhecer o mundo, de Ana Teresa Silva.
   A atividade decorreu na Biblioteca Municipal de Valongo e foi realmente fantástica, quer pelo conteúdo da história, quer pela iniciativa.





  

domingo, 6 de maio de 2012

Dia da Mãe





   Esperemos que os nossos trabalhinhos, feitos com tanto amor e carinho, tenham "ajudado" a tornar este dia ainda mais especial.


   

A Fada Florência


  
  

 "A fada que saiu do livro"

  Na passada quinta-feira tivemos uma visita muito especial à nossa sala.
    Foi a Educadora Teresa!
   Como sempre as suas visitas são deliciosas e muito enriquecedoras, pois traz sempre consigo palavras encantadas, palavras que contam histórias sobre os livros que lê e que produzem em nós o encantamento e maravilhamento que qualquer história deve produzir! . Durante estas visitas partilhamos sempre momentos muito bons de leitura, pois a Educadora Teresa é um "tesouro da leitura".
   Hoje quando entrou na sala vinha acompanhada pela fada Florência, a fada que saiu do livro, "Histórias para contar em Noites de Luar", do escritor José Fanha. 
   Só mesmo a Educadora Teresa, depois de ter deixado os seus meninos "tirarem" a fada da história se lembraria de espalhar pela escola pozinhos mágicos, capazes de encher a sala do 4.º ano de uma sorte tranquilizante (para as provas que se avizinham), vinda da varinha da fada Florência.
   Agora fica a promessa da leitura desta história, até porque já andamos a ler o livro.
  “É por estas e por outras” que os meninos do 4.º ano e a sua professora gostam muito da Educadora Teresa. 






domingo, 29 de abril de 2012

Pequenas construções

    Esta imagem circula na net e dizem que as crianças a decifram com mais rapidez que os adultos. Será? Tenta com os teus pais!

sábado, 28 de abril de 2012

A primavera na sala!



                                                      Primavera
Cecília Meireles

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Frutos

            FRUTOS
Pêssegos, peras, laranjas,
morangos, cerejas, figos,
maçãs, melão, melancia,
ó música de meus sentidos,
pura delícia da língua;
deixai-me agora falar
do fruto que me fascina,
pelo sabor, pela cor,
pelo aroma das sílabas:
tangerina, tangerina.
                                                                  Eugénio de Andrade, Aquela Nuvem e outras, Porto, Asa, 1986