Vi esta imagem no blog, Queridas Bibliotecas, de José Fanha, escritor de quem tanto gostamos. Achei interessante partilhar.
"Por hoje é tudo, abram as janelas e podem sair."
José Fanha
Este blog foi criado com o intuito de aproximar a escola da família. Pretende-se que todos possam tomar conhecimento do dia-a-dia dos nossos alunos dentro da sala de aula.
Escola da Estação
Centro Escolar da Estação - Vem comigo nesta viagem fascinante...
domingo, 27 de maio de 2012
sábado, 26 de maio de 2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Sábado Fantástico
No
passado dia 12 de Maio o Gonçalo, acompanhado pelo Clube da Guitarra da
Paróquia de São Mamede, presenteou-nos
com a leitura de uma bela história: “A árvore
que queria conhecer o mundo”, de Ana
Teresa Silva.
A
atividade decorreu na Biblioteca Municipal de Valongo e foi realmente
fantástica, quer pelo conteúdo da história, quer pela iniciativa.
domingo, 6 de maio de 2012
Dia da Mãe
Esperemos que os nossos trabalhinhos, feitos com tanto amor e carinho, tenham "ajudado" a tornar este dia ainda mais especial.
A Fada Florência
"A fada que saiu do livro"
Na passada quinta-feira tivemos uma
visita muito especial à nossa sala.
Foi a Educadora Teresa!
Como sempre as suas
visitas são deliciosas e muito enriquecedoras, pois traz sempre consigo
palavras encantadas, palavras que contam histórias sobre os livros que lê e que
produzem em nós o encantamento e maravilhamento que qualquer história deve produzir!
. Durante estas visitas partilhamos sempre momentos muito bons de leitura,
pois a Educadora Teresa é um "tesouro da leitura".
Hoje quando entrou
na sala vinha acompanhada pela fada Florência, a fada que saiu do livro,
"Histórias para contar em Noites de Luar", do escritor José
Fanha.
Só mesmo a Educadora Teresa, depois de ter deixado os seus meninos
"tirarem" a fada da história se lembraria de espalhar pela escola pozinhos mágicos, capazes de encher a
sala do 4.º ano de uma sorte tranquilizante (para as provas que se avizinham),
vinda da varinha da fada Florência.
Agora fica a promessa da leitura desta história, até porque já andamos a ler o livro.
“É por estas e por outras” que os meninos do 4.º ano e a sua professora gostam muito da Educadora Teresa.
“É por estas e por outras” que os meninos do 4.º ano e a sua professora gostam muito da Educadora Teresa.
domingo, 29 de abril de 2012
Pequenas construções
Esta imagem circula na net e dizem que as crianças a decifram com mais rapidez que os adultos. Será? Tenta com os teus pais!
sábado, 28 de abril de 2012
A primavera na sala!
Primavera
Cecília Meireles
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.
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